12 de abril de 2017

Mercado Mundial da Soja

    Conforme o 12º levantamento do USDA a safra mundial de soja 2016/17, prevê 10,5% ou 32,9 milhões de toneladas adicionais em relação à safra anterior, totalizando 346 milhões de toneladas. A safra recorde projetada se deve pelo forte incremento na produtividade média em termos globais.
    O consumo mundial do grão projetado é um recorde de 332,4 milhões de toneladas, aumento de 5,7% sobre 2015/16. Os estoques finais globais também registram níveis recordes, com expectativa de 87,4 milhões de toneladas, 13,3% acima do registrado na safra anterior.
     As exportações previstas são de 143 milhões de toneladas, incremento de 11,1 milhões de toneladas sobre os embarques de 2015/16, o que também representa um recorde.
     O clima favorável ao desenvolvimento das lavouras de grãos no Brasil proporcionou um incremento significativo na produtividade da oleaginosa, que somado ao incremento em área plantada leva o país à produção recorde de 111 milhões de toneladas. O resultado é 3,0 milhões de toneladas acima do estimado em março e 14,5 milhões de toneladas maior que 2015/16.
    Os EUA também devem colher uma safra recorde, de 117 milhões de toneladas, volume idêntico ao do relatório anterior e 9,7% superior à safra 2015/16.
   O consumo global de soja deve ser de 332 milhões de toneladas, demanda recorde influenciada por aumentos em todos os grandes mercados. A China segue como o maior, com 101 milhões de toneladas, alta de 6,4% sobre 2015/16.
    A expectativa da demanda dos EUA foi menor do que o previsto no relatório anterior, ainda assim representa um recorde, com 56,0 milhões de toneladas.
    O consumo do Brasil deve ser recorde, somando 45,1 milhões de toneladas.
   As exportações do Brasil devem ser recorde nesta safra, com 61,9 milhões de toneladas.    O volume representa quase a oferta da Argentina e Paraguai somadas. Com isso, o País segue como o maior exportador global da oleaginosa.
  Com uma estimativa de 55,1 milhões de toneladas de exportação, os EUA registram volume recorde que supera em 4,6% o registrado em 2015/16.

   As estimativas de estoque final de soja para a Argentina e Brasil foram elevadas entre os relatórios de março e abril, totalizando, respectivamente, 30,4 e 22,6 milhões de toneladas.    No caso do primeiro, o volume ficou 4,9% menor do que o nível de 2015/16. Já para o segundo, houve um forte incremento de 25,2% nesse mesmo período.

29 de novembro de 2016

Safra mundial de soja - 7º levantamento USDA -nov/16.

O USDA estima que a safra mundial de soja em 2016/17 será de 336,1 milhões de toneladas, um aumento de 2,9 milhões de toneladas em relação à previsão de outubro.
O 7º relatório destaca, também, a área recorde esperada para a cultura, que pode alcançar 122 milhões de ha em todo o mundo.
O consumo previsto para o período projetado é de 328,7 milhões de toneladas, o que supera em 4,2% o registrado em 2015/16.
Os estoques podem superar em 4,5 milhões de toneladas o apresentado no ciclo anterior e contabilizar 81,5 milhões de toneladas.
As previsões para as exportações 2016/17 ficaram relativamente estáveis em comparação à estimada em outubro, com 139,2 milhões de toneladas, o que significa um recorde.
O maior aumento na expectativa de produção da soja recai sobre os EUA, o que significa 2,5 milhões de toneladas a mais na estimativa de novembro, em relação à outubro.
Se o resultado for confirmado, o país encerrará o período projetado com 118,7 milhões de toneladas, volume recorde e 11,1% superior ao de 2015/16.
 Para o Brasil, o relatório aponta para uma safra também recorde, de 102 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 5,7% em relação à 2015/16.
 China (100,8 milhões de t), EUA (56,0 milhões de t),Argentina (48,8 milhões de t) e Brasil (44,1 milhões de t) devem registrar consumo recorde de soja no ciclo 2016/17.
O primeiro, desde 2004/05, tem registrado recordes anuais. O segundo volta a elevar o seu nível de consumo após uma queda entre 2014/15 e 2015/16.
 Em relação ao relatório de outubro, as demandas brasileiras e argentinas de soja ficaram estáveis. A da China ficou ligeiramente acima, enquanto para os EUA estima-se 510 mil toneladas a menos.
O USDA elevou a expectativa de embarques do grão para os EUA, em 680 mil toneladas, totalizando o volume recorde de 55,8 milhões de toneladas.
 Para o Brasil, o Departamento de Agricultura dos EUA manteve inalterada a estimativa anterior, em 58,4 milhões de toneladas, recorde para o País.
 Com um aumento previsto da oferta mundial acima da demanda, o USDA elevou a expectativa dos estoques globais em 4,2 milhões de toneladas entre o sexto e o sétimo levantamento, somando 81,5 milhões de toneladas.
 Para os EUA, o incremento na estimativa nesse mesmo período foi de 2,3 milhões de toneladas, o que resultou no estoque previsto de 13,1 milhões de toneladas para 2016/17.
Se confirmado, esse volume será o maior desde a safra 2006/07, quando registrou 15,6 milhões de toneladas.

18 de julho de 2016

safra de soja 2016/2017

     Em seu 3º levantamento para a safra mundial de soja 2016/17, na passagem de junho para julho, o USDA ampliou em 0,7% a estimativa de produção global de soja - para 326,0 milhões de toneladas, volume recorde que supera o ciclo anterior em 13,6 milhões de toneladas.
     Esse desempenho é resultado da maior expectativa à área com o grão. A produtividade média também ficou ligeiramente acima da observada na safra anterior.
     O atual relatório prevê um aumento marginal no consumo mundial do grão, que deve chegar a um volume recorde de 328,8 milhões de toneladas, 3,6% acima de 2015/16. O estoque deve atingir 67,1 milhões de toneladas, representando redução de 5 milhões de toneladas sobre a safra anterior.
     O USDA elevou em 550 mil toneladas sua expectativa para as exportações em relação ao levantamento de junho, totalizando 138,3 milhões de toneladas, o que significa volume recorde, superando 2015/16.
     A expectativa de produção dos EUA elevou em 2,2 milhões de toneladas em relação ao relatório de junho, totalizando 105,6 milhões de toneladas, resultado da maior área plantada prevista para a safra 2016/17. Ainda assim, o volume apresenta queda de 1,3% sobre 2015/16.
   O USDA manteve inalteradas as previsões para produção do Brasil (103 milhões de toneladas), da Argentina (57,0 milhões de toneladas) e da China (12,2 milhões de toneladas) em comparação ao relatório de junho.
     O consumo da China ficou inalterado em relação ao último relatório, em 100,8 milhões de toneladas, demanda recorde que supera em quase 6% o registrado em 2015/16.
    Para os EUA, o USDA elevou em cerca de 300 mil toneladas o volume previsto para o consumo no país em junho, totalizando 55,8 milhões de toneladas, o que representa um recorde.
    O consumo do Brasil também foi elevado entre junho e julho, chegando à 43,6 milhões de toneladas, volume um pouco abaixo do recorde de 2015/16.
    Em relação às exportações, poucas foram as alterações em relação ao último relatório: USDA ampliou sua previsão para os embarques dos EUA, que devem chegar à 52,3 milhões de toneladas, volume recorde que supera em 7% o registrado em 2015/16.
     Para o Brasil, o órgão manteve a expectativa de vendas externas em 59,7 milhões de toneladas, volume recorde para o país.
     Em comparação a junho, o USDA elevou em 840 mil toneladas os estoques finais dos EUA, totalizando 7,9 milhões de toneladas, volume 17% menor em relação à 2015/16.
Para a Argentina, a previsão anterior ficou inalterada em 24,7 milhões de toneladas, volume 2,4 milhões de toneladas inferior ao registrado na safra 2015/16.
    Os estoques finais do Brasil são previstos em 15,5 milhões de toneladas, volume idêntico ao registrado na safra anterior e 100 mil toneladas menor que o previsto em junho.

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