14 de agosto de 2017

mercado da soja - agosto 2017

    O Departamento de Agricultura dos EUA -USDA- divulgou o quarto levantamento sobre a estimativa da safra mundial de soja em 2017/18. 
     O órgão destaca uma colheita de 347,4 milhões de toneladas, o que corresponde a um incremento de 2,3 milhões de toneladas entre julho e agosto e queda de 1,2% contra 2016/17. 
     Esse desempenho em relação à safra anterior é explicado pela expectativa de menor área plantada e produtividade média global.
     Espera-se um volume recorde para o consumo e para os estoques no mundo, na ordem de 343,3 milhões de toneladas e 97,8 milhões de toneladas, respectivamente.
   O volume global de exportação foi projetado em um recorde de 151,2 milhões de toneladas para o final do período 2017/18.
   A previsão para a produção dos EUA foi elevada em 3,3 milhões de toneladas em comparação ao terceiro levantamento, projetada em 119,2 milhões de toneladas.
   O resultado surpreendeu o mercado, em razão, principalmente, da melhora na expectativa da produtividade média das lavouras no país.
      Para o Brasil, a estimativa é de uma colheita da ordem de 107 milhões de toneladas em 2017/18, sob uma área de 34,7 milhões de hectares. A produtividade prevista para a oleaginosa no país é de 3,1 t/ha.
   As estimativas para o consumo norte-americano ficaram 250 mil toneladas abaixo da anterior, totalizando 56,5 milhões de toneladas. No entanto, em relação à safra passada, o volume é 3,4% maior e representa um recorde para o país.
    As previsões para o consumo chinês mantiveram-se estáveis na comparação mensal, em 108,1 milhões de toneladas, volume recorde.
    Na passagem de julho para agosto, o USDA elevou a estimativa para as exportações dos EUA, totalizando 60,6 milhões de toneladas ao final de 2017/18, incremento de 3,5% sobre 2016/17.
     Para o Brasil, não houve alteração nas previsões anteriores e o país deve embarcar 64,0 milhões de toneladas, recorde 4,9% maior que 2016/17. Com esse resultado, o país se consolida como o maior fornecedor mundial da
oleaginosa.
     Os estoques mundiais foram elevados entre o terceiro e quarto levantamento, estimados em 97,8 milhões de toneladas para o final do período projetado. 

     Em relação ao relatório anterior, a Argentina foi quem mais elevou seu nível de estoque, passando de 33,1 para 36,7 milhões de toneladas, aumento de 11% de um mês para o outro. Com isso, o volume supera em 3,3% o verificado na safra 2016/17.

12 de junho de 2017

Safra de soja 2017/2018

     No 2º levantamento da safra mundial de soja 2017/18, o USDA prevê aumento da área plantada, mas a produtividade média global deve ser inferior à do ciclo 2016/17. 
     Com isso, a oferta mundial da oleaginosa deve ser de 344,7 milhões de toneladas, 1,9% menor do que a safra anterior.
     O consumo global não apresentou alteração em relação à estimativa de maio e segue recorde, projetado em 344,2 milhões de toneladas. Os estoques globais do grão devem ser menores em 2017/18, em comparação à 2016/17, e chegar à 92,2 milhões de toneladas.
   As exportações mundiais de soja no período 2017/18 devem ser de 149,1 milhões de toneladas, aumento de 3,1% em relação ao volume embarcado em 2016/17.
     A expectativa de colheita dos EUA ficou inalterada em comparação ao levantamento anterior e menor em relação à safra 2016/17, estimada em 115,8 milhões de toneladas. Isso se deve à previsão de queda na produtividade média da cultura no país.
    Para o Brasil, embora seja prevista uma área plantada recorde, a menor produtividade esperada para a safra 2017/18 reflete a expectativa de produção do País, que deve colher 107,0 milhões de toneladas, 6,1% a menos que na safra anterior.
     Em relação ao relatório anterior, divulgado em maio, o consumo dos principais players ficou inalterado. Com isso, todos os países devem registrar demanda recorde para 2017/18.
     A China é o grande destaque (novamente). O País deve consumir 106,8 milhões de toneladas e registrar mais um recorde. Desde a safra 2003/04 o país cresce ano-a-ano sua demanda pelo grão, quando partiu de 34,4 milhões de toneladas para o volume atual projetado.
     Em relação à maio, as estimativas ficaram praticamente inalteradas para todos os principais players globais.

    O Brasil segue como o maior exportador mundial de soja, com previsão de embarques recordes, estimados em 63,5 milhões de toneladas. Já os EUA, segundo maior player mundial, deve exportar 58,5 milhões de toneladas. Os dois países somados representam mais de 80% de toda soja exportada pelo mundo.
    O USDA prevê estoques menores para a China, que começa a ampliar o volume de esmagamento do grão, e pode chegar ao final do período com 17,4 milhões de t.

    Em relação ao levantamento de maio, o departamento de agricultura dos EUA elevou as estimativas de estoques do Brasil (+7,7%), Argentina (+5,2%) e dos EUA (+3,1%), chegando ao final de 2017/18 com 23,1 milhões de toneladas, 32,5 milhões de toneladas e 13,5 milhões de toneladas, respectivamente.

12 de abril de 2017

Mercado Mundial da Soja

    Conforme o 12º levantamento do USDA a safra mundial de soja 2016/17, prevê 10,5% ou 32,9 milhões de toneladas adicionais em relação à safra anterior, totalizando 346 milhões de toneladas. A safra recorde projetada se deve pelo forte incremento na produtividade média em termos globais.
    O consumo mundial do grão projetado é um recorde de 332,4 milhões de toneladas, aumento de 5,7% sobre 2015/16. Os estoques finais globais também registram níveis recordes, com expectativa de 87,4 milhões de toneladas, 13,3% acima do registrado na safra anterior.
     As exportações previstas são de 143 milhões de toneladas, incremento de 11,1 milhões de toneladas sobre os embarques de 2015/16, o que também representa um recorde.
     O clima favorável ao desenvolvimento das lavouras de grãos no Brasil proporcionou um incremento significativo na produtividade da oleaginosa, que somado ao incremento em área plantada leva o país à produção recorde de 111 milhões de toneladas. O resultado é 3,0 milhões de toneladas acima do estimado em março e 14,5 milhões de toneladas maior que 2015/16.
    Os EUA também devem colher uma safra recorde, de 117 milhões de toneladas, volume idêntico ao do relatório anterior e 9,7% superior à safra 2015/16.
   O consumo global de soja deve ser de 332 milhões de toneladas, demanda recorde influenciada por aumentos em todos os grandes mercados. A China segue como o maior, com 101 milhões de toneladas, alta de 6,4% sobre 2015/16.
    A expectativa da demanda dos EUA foi menor do que o previsto no relatório anterior, ainda assim representa um recorde, com 56,0 milhões de toneladas.
    O consumo do Brasil deve ser recorde, somando 45,1 milhões de toneladas.
   As exportações do Brasil devem ser recorde nesta safra, com 61,9 milhões de toneladas.    O volume representa quase a oferta da Argentina e Paraguai somadas. Com isso, o País segue como o maior exportador global da oleaginosa.
  Com uma estimativa de 55,1 milhões de toneladas de exportação, os EUA registram volume recorde que supera em 4,6% o registrado em 2015/16.

   As estimativas de estoque final de soja para a Argentina e Brasil foram elevadas entre os relatórios de março e abril, totalizando, respectivamente, 30,4 e 22,6 milhões de toneladas.    No caso do primeiro, o volume ficou 4,9% menor do que o nível de 2015/16. Já para o segundo, houve um forte incremento de 25,2% nesse mesmo período.

29 de novembro de 2016

Safra mundial de soja - 7º levantamento USDA -nov/16.

O USDA estima que a safra mundial de soja em 2016/17 será de 336,1 milhões de toneladas, um aumento de 2,9 milhões de toneladas em relação à previsão de outubro.
O 7º relatório destaca, também, a área recorde esperada para a cultura, que pode alcançar 122 milhões de ha em todo o mundo.
O consumo previsto para o período projetado é de 328,7 milhões de toneladas, o que supera em 4,2% o registrado em 2015/16.
Os estoques podem superar em 4,5 milhões de toneladas o apresentado no ciclo anterior e contabilizar 81,5 milhões de toneladas.
As previsões para as exportações 2016/17 ficaram relativamente estáveis em comparação à estimada em outubro, com 139,2 milhões de toneladas, o que significa um recorde.
O maior aumento na expectativa de produção da soja recai sobre os EUA, o que significa 2,5 milhões de toneladas a mais na estimativa de novembro, em relação à outubro.
Se o resultado for confirmado, o país encerrará o período projetado com 118,7 milhões de toneladas, volume recorde e 11,1% superior ao de 2015/16.
 Para o Brasil, o relatório aponta para uma safra também recorde, de 102 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 5,7% em relação à 2015/16.
 China (100,8 milhões de t), EUA (56,0 milhões de t),Argentina (48,8 milhões de t) e Brasil (44,1 milhões de t) devem registrar consumo recorde de soja no ciclo 2016/17.
O primeiro, desde 2004/05, tem registrado recordes anuais. O segundo volta a elevar o seu nível de consumo após uma queda entre 2014/15 e 2015/16.
 Em relação ao relatório de outubro, as demandas brasileiras e argentinas de soja ficaram estáveis. A da China ficou ligeiramente acima, enquanto para os EUA estima-se 510 mil toneladas a menos.
O USDA elevou a expectativa de embarques do grão para os EUA, em 680 mil toneladas, totalizando o volume recorde de 55,8 milhões de toneladas.
 Para o Brasil, o Departamento de Agricultura dos EUA manteve inalterada a estimativa anterior, em 58,4 milhões de toneladas, recorde para o País.
 Com um aumento previsto da oferta mundial acima da demanda, o USDA elevou a expectativa dos estoques globais em 4,2 milhões de toneladas entre o sexto e o sétimo levantamento, somando 81,5 milhões de toneladas.
 Para os EUA, o incremento na estimativa nesse mesmo período foi de 2,3 milhões de toneladas, o que resultou no estoque previsto de 13,1 milhões de toneladas para 2016/17.
Se confirmado, esse volume será o maior desde a safra 2006/07, quando registrou 15,6 milhões de toneladas.

18 de julho de 2016

safra de soja 2016/2017

     Em seu 3º levantamento para a safra mundial de soja 2016/17, na passagem de junho para julho, o USDA ampliou em 0,7% a estimativa de produção global de soja - para 326,0 milhões de toneladas, volume recorde que supera o ciclo anterior em 13,6 milhões de toneladas.
     Esse desempenho é resultado da maior expectativa à área com o grão. A produtividade média também ficou ligeiramente acima da observada na safra anterior.
     O atual relatório prevê um aumento marginal no consumo mundial do grão, que deve chegar a um volume recorde de 328,8 milhões de toneladas, 3,6% acima de 2015/16. O estoque deve atingir 67,1 milhões de toneladas, representando redução de 5 milhões de toneladas sobre a safra anterior.
     O USDA elevou em 550 mil toneladas sua expectativa para as exportações em relação ao levantamento de junho, totalizando 138,3 milhões de toneladas, o que significa volume recorde, superando 2015/16.
     A expectativa de produção dos EUA elevou em 2,2 milhões de toneladas em relação ao relatório de junho, totalizando 105,6 milhões de toneladas, resultado da maior área plantada prevista para a safra 2016/17. Ainda assim, o volume apresenta queda de 1,3% sobre 2015/16.
   O USDA manteve inalteradas as previsões para produção do Brasil (103 milhões de toneladas), da Argentina (57,0 milhões de toneladas) e da China (12,2 milhões de toneladas) em comparação ao relatório de junho.
     O consumo da China ficou inalterado em relação ao último relatório, em 100,8 milhões de toneladas, demanda recorde que supera em quase 6% o registrado em 2015/16.
    Para os EUA, o USDA elevou em cerca de 300 mil toneladas o volume previsto para o consumo no país em junho, totalizando 55,8 milhões de toneladas, o que representa um recorde.
    O consumo do Brasil também foi elevado entre junho e julho, chegando à 43,6 milhões de toneladas, volume um pouco abaixo do recorde de 2015/16.
    Em relação às exportações, poucas foram as alterações em relação ao último relatório: USDA ampliou sua previsão para os embarques dos EUA, que devem chegar à 52,3 milhões de toneladas, volume recorde que supera em 7% o registrado em 2015/16.
     Para o Brasil, o órgão manteve a expectativa de vendas externas em 59,7 milhões de toneladas, volume recorde para o país.
     Em comparação a junho, o USDA elevou em 840 mil toneladas os estoques finais dos EUA, totalizando 7,9 milhões de toneladas, volume 17% menor em relação à 2015/16.
Para a Argentina, a previsão anterior ficou inalterada em 24,7 milhões de toneladas, volume 2,4 milhões de toneladas inferior ao registrado na safra 2015/16.
    Os estoques finais do Brasil são previstos em 15,5 milhões de toneladas, volume idêntico ao registrado na safra anterior e 100 mil toneladas menor que o previsto em junho.

ovinos santa ines


ovinos dorper e santa ines